sábado, 15 de novembro de 2014

Exposição solar: o risco da radiação ultravioleta 

A exposição à radiação ultra-violeta (UV) proveniente do Sol é considerada a principal causa de câncer de pele tipo melanoma e não-melanoma. Aproximadamente 5% da radiação solar incidente na superfície da Terra provêm de raios ultravioletas, em intensidade que varia em função de localização geográfica (latitude), hora do dia, estação do ano e condição climática. O Índice Ultravioleta (IUV) é uma medida dessa intensidade, apresentado para uma condição de céu claro na ausência de nuvens, representando máxima intensidade de radiação. A OMS classifica este índice em cinco categorias, de acordo com a intensidade e estabelece as respectivas medidas de proteção.


Categorias de intensidade de IUV segundo recomendações da OMS
Categoria
Índice
Baixo
≤2
Moderado
3 a 5
Alto
6 a 7
 Muito Alto
8 a 10
Extremo
≥11

O câncer de pele não-melanoma é o tipo de câncer mais frequente no Brasil em ambos os sexos, mas raramente são fatais e podem ser removidos cirurgicamente. O câncer de pele melanoma apresenta letalidade elevada, porém sua incidência é baixa. Os níveis de exposição à radiação UV estão relacionados tanto a características individuais quanto a fatores ambientais, incluindo tipo de pele e fenótipo, história familiar de câncer de pele e nível de exposição cumulativa ao longo da vida.


Fatores de risco para o câncer de pele
·         História familiar para o câncer de pele
·         Pessoas de pele clara e cabelos loiros ou ruivos
·         Propensão a queimaduras e inabilidade para bronzear
·         Exposição à radiação UV intermitente
·         Exposição à radiação cumulativa

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) estima que pelo menos 80% dos melanomas sejam causados pela exposição ao Sol. Também no mundo é o tipo mais frequente: até 3 milhões de casos são diagnosticados a cada ano. A exposição cumulativa e excessiva nos primeiros 10/20 anos de vida aumenta muito o risco de desenvolvimento de câncer de pele: a infância é uma fase particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do Sol.

Pele clara associada a uma ocupação que exponha o indivíduo à radiação solar por muitas horas pode aumentar em muito o risco de desenvolvimento do câncer de pele. É importante considerar fatores de risco como a ocupação,quando exige atividades ao ar livre, o local de residência, especialmente em áreas rurais, e o desconhecimento, por parte do indivíduo, de que a exposição excessiva ao Sol pode causar câncer de pele.

Fonte: Cancer incidence in fi ve continents (IARC, 2002) e dados dos RCBP brasileiros.

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